segunda-feira, 2 de junho de 2008

Gestão de empresas por "Sun Tzu"

Para aqueles que não conhecem a história do grande general Sun Tzu vou voltar no tempo aproximadamente uns 2500 anos e depois retornar ao presente, para ser mais específico ao presente das empresas seja qual for o ramo, o tamanho, tempo de vida ou seja lá o que for.

Os registros sobre o grande mestre da guerra são vagos mas em linhas gerais contam o seguinte:

Por volta de 500 a.C. viveu Sun Tzu, era um tempo de grandes guerras, a China como conhecemos hoje era dividida em vários reinos. O Mestre da Guerra escreveu o livro da Arte da Guerra, um livro com 13 instruções capazes de tornar qualquer exército invencível. O reino de Wu estava em guerra e um dos ministros indicou Sun Tzu para o rei Hu Lu como conselheiro de guerra, trazendo para os dias de hoje, podemos dizer que Sun Tzu seria uma espécie de consultor. Bem após ler os treze capítulos o rei decidiu submeter as teorias a prova, o interessante é que a prova seria feita com as mulheres do castelo. Sun Tzu aceitou o desafio, reuniram então todas as damas da corte e entre elas as concubinas preferidas do rei.

Após equipar as mulheres com uniformes, escudos, espadas, enfim a indumentária de soldado, o general dividiu o grupo em dois batalhões e nomeou as duas preferidas como comandantes de cada batalhão, Sun Tzu treinou as mulheres nos movimentos marciais. Terminada a instrução o general colocou-se no seu lugar de comando e deu a ordem “Direita volver!”, todas caíram na risada e nada fizeram. Sun Tzu disse, paciente: “Se as ordens de comando não foram bastante claras, se não foram totalmente compreendidas, então a culpa é do general”. Assim, recomeçou a manobra e, desta vez, deu a ordem “Esquerda volver”, ao que as moças quase se arrebentaram de tanto rir.

Então ele disse: “Se as ordens de comando não foram bastante claras e precisas, se não foram inteiramente compreendidas, a culpa é do general. Porém, se as ordens são claras e os soldados, apesar disso, desobedecem, então a culpa é dos seus oficiais”. Dito isso, ordenou que as comandantes das companhias fossem decapitadas.

Ora, o rei de Wu estava olhando do alto de um pavilhão elevado e, quando viu que sua concubina predileta estava a ponto de ser executada, ficou muito assustado e mandou a seguinte mensagem:

Estamos neste momento muito contentes com a capacidade de nosso general de dirigir as tropas. Se formos privados dessas duas concubinas, nossa comida e bebida perderão o sabor. É nosso desejo que elas não sejam decapitadas.”

Sun Tzu retrucou ainda mais paciente: “Tendo recebido anteriormente de Vossa Majestade a missão de ser o general de suas forças, há certas ordens de Vossa Majestade que, em virtude daquela função, não posso aceitar”. Conseqüentemente e imediatamente mandou decapitar as duas comandantes, colocando prontamente em seu lugar as duas seguintes. Isso feito, o tambor tocou mais uma vez para o novo exercício. As moças executaram todas as ordens, virando para a direita ou para a esquerda, marchando em frente, fazendo meia-volta, ajoelhando-se ou parando, com precisão e rapidez perfeitas, não se arriscando a emitir um som...

Com essa pequena prova, Sun Tzu demonstrou sua capacidade de treinar e disciplinar soldados dentro da autonomia que lhe fora conferida, não restando ao Rei de Wu outra atitude além de nomeá-lo general de suas tropas.”

Bem, voltando para o presente podemos aproveitar muito dos ensinamentos contidos na Arte da Guerra, o primeiro capítulo ensina como devemos analisar a planejar sem nunca negligenciar à tarefa. Nas empresas onde tenho tido a oportunidade de prestar o serviço de consultor, sempre começo com os cinco passos do primeiro ensinamento, é claro que começamos pelo dono pois cabem somente a ele o fino trabalho de planejamento e análise de como sua empresa está caminhando e a única maneira de prever o resultado de uma empresa é analisar a situação com base nos cinco fatores:

Primeiro: Compromisso, várias mentes com um único ideal, o objetivo ou a direção faz com que todos os funcionários trabalhem em harmonia com o pensamento do dono, levando-os a seguí-lo para desenvolver suas tarefas com profissionalismo e comprometimento com o sucesso do grupo.

Segundo: Ambiente, uma empresa limpa e organizada trabalha melhor e evita desperdícios. As empresas ou equipes que se preocupam em ter um ambiente bom para trabalhar conseguem passar a qualidade da vida profissional para os produtos, o que é lógico acaba encantando aos clientes que voltam e indicam para outros a qualidade dos seus produtos e da sua empresa.

Terceiro: Localização, distâncias, dificuldades de acesso, condições do local para produção, armazenagem e venda. A análise da situação de localização da sua empresa define oportunidades de sucesso ou de falência.

Quarto: Líder, este deve ter virtude e sabedoria, integridade, disciplina, coragem e humanidade. Já pelo fato de montar uma empresa o dono mostra várias qualidades, mas negligenciar ao exercício e aprimoramento delas apenas servirão como caminho para o sofrimento e à falência.

Quinto: Métodos, impõe eficiência, controle dos gastos, monitoramento dos resultados, uma cadeira de comando adequada e suporte logístico para clientes e fornecedores.

Todos os empresários que negligenciam a esses fatores estão fadados ao fracasso, mas os que dominarem, conquistarão a vitória e crescimento.

Para poder prever o que acontecerá com a sua empresa, é necessário analisar friamente cada um dos pontos, medir suas vantagens e fraquezas, sem pudor ou auto piedade. Reconhecer suas habilidades e capacidade é o primeiro passo para o crescimento, Henry Ford foi simplesmente genial neste sentido, ele não sabia tudo sobre tudo, ele contratava pessoas que sabiam mais do que ele sobre um determinado assunto. A história apresenta os resultados que ele e sua equipe conquistaram.

No final você pode pensar de maneira diferente, achar que a teoria é diferente da prática e que toda essa história não se aplica no seu caso ou na sua empresa. Vou finalizar com uma frase do Ford:


Se você achar que pode, pode. Se achar que não pode, não pode. Em ambos os casos você estará certo!

( Henry Ford )

terça-feira, 20 de maio de 2008

Casamento também custa, é preciso planejamento financeiro para ter uma vida mais tranqüila

Li e gostei desse artigo do meu amigo Reinaldo, antes de estruturar a vida conjulgal devemos levar em conta quanto irá custar.

Apesar das conquistas das mulheres brasileiras nos últimos anos, uma coisa não mudou: se fizermos uma enquete, vamos nos deparar com uma realidade de que o sonho da maioria delas é encontrar um bom marido e ter um casamento de contos de fada. Mas, para se realizar esse sonho, além de arranjar o marido adequado, não podemos esquecer que isso tem um custo financeiro muito alto.
Muitas pessoas, ao pensarem em se casar, consideram somente a festa e acabam se esquecendo que existe muito mais do que isso. Os apaixonados precisam fazer todo um planejamento financeiro sempre levando em consideração o antes, o durante e, principalmente, o depois.
Um casamento não envolve apenas a festa. Por isso a preocupação com o casamento deve ter início muito antes do casamento, para não precisar correr contra o tempo na véspera da festa e nem gastar além do que deveria.
A organização da festa é outra etapa de gastos: aluguel do espaço, buffet, bebidas, ornamentação, roupa da noiva, do noivo, das damas de honra, igreja, contratação de padre ou pastor, foto, vídeo, bolo, doces, entre outros atributos de um casamento, mas sempre dentro das condições financeiras dos noivos. Muitos casais se endividam meses porque acabam gastando mais do que poderiam e não se planejam para a realização deste sonho.
Para organizar um casamento inesquecível é necessária muita atenção e para atingir o objetivo final, respeitando o seu limite financeiro. Faça primeiramente um bom diagnóstico da vida financeira do casal antes e pós casamento, estabeleça seus sonhos e metas, registre todos seus gastos e ganhos, por pelo menos 30 dias seguidos para descobrir seu verdadeiro “Eu financeiro”, e por fim estabeleça o quanto vai poupar para a independência financeira do casal, ou seja da nova família que acaba de nascer. Recomendo que isso seja feito com no mínimo 18 meses de antecedência.
E cuidado, a etapa que sucede a festa é a mais importante de todas. A vida a dois deve ser muito bem planejada. O casal deve levar em consideração gastos que antes não precisavam se preocupar, como IPTU, conta de luz, água, compras de supermercado, ou seja, despesas básicas da realidade de qualquer casamento. Faça esta simulação antes mesmo do casamento para não ter surpresas que possam aborrecer logo no início do matrimônio.
O planejamento é a base principal de uma vida financeira estável. Planeje com antecedência e realize todos os seus sonhos!

Reinaldo Domingos - consultor e terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira” e criador da metodologia DiSOP (www.disop.com.br)

Fonte: http://www.emcondominios.com.br/2008/materia_detalhe.asp?id=