Chegar aos 50 anos com R$ 1 milhão na conta bancária. Que beleza, não é verdade? Para muitos esta cifra parece um sonho distante, algo inalcançável, mas os especialistas garantem que sim, é possível ultrapassar a casa dos seis zeros, mesmo que você já esteja beirando os 40 e até hoje não tenha economizado praticamente nada.
O segredo para chegar ao primeiro milhão é poupar desde cedo e investir nos lugares certos, orienta o consultor financeiro Reinaldo Domingos, que também aconselha poupar pelo menos 20% do salário. "A primeira coisa que a pessoa deve fazer quando recebe o salário é guardar os 20%, isso é sagrado. Se for esperar o final do mês, fatalmente esse dinheiro será gasto. Feito isso, o poupador deve encontrar a forma de investimento que se adapte ao seu perfil", explicou.
Ele também recomenda que seja elaborada uma planilha que reúna todos os gastos. "Essa ferramenta vai ajudar a pessoa a descobrir para onde o seu dinheiro está indo. Daí a importância de todos os tipos de gastos, até os menores, serem incluídos nesta planilha".Para os mais jovens o especialista recomenda planejamento. "O jovem de 20, 25 anos deve estipular o patrimônio que pretende possuir aos 50 e estabelecer metas para chegar ao seu objetivo. O principal é ter em mente o que se quer. Além disso, o jovem tem que ter na cabeça que o tempo e as condições da idade estão ao seu lado: além de mais tempo para economizar, não tem os mesmos gastos dos mais velhos. Por isso, essa é a hora de economizar muito, pelo menos mais do que 30% do salário". Esforço para quem já passou dos 35 anos, Domingos recomenda o que ele chama de "operação de guerra". "Nesse caso, é preciso cortar o que não agrega renda, por exemplo, um imóvel parado. Se a pessoa não estiver alugando por um preço bom, é melhor vender o imóvel e aplicar o dinheiro do que ficar gastando com impostos e manutenção. Além disso, deve haver uma mudança de hábitos, eliminando gastos com consumo de supérfluos".É bom deixar claro que, para atingir um objetivo dessa grandeza, o caminho não é fácil. Quem quiser chegar lá deve ser esforçado, paciente e perseverante. "O sacrifício faz parte da caminhada. É preciso deixar de lado alguns desejos imediatos", alerta Domingos.Reinaldo Domingos faz questão de destacar que para se atingir a independência financeira não é preciso, necessariamente, chegar à cifra de R$ 1 milhão. "Uma pessoa que recebe R$ 4 mil mensais pode ser considerada independente com um patrimônio de R$ 580 mil. Com esse dinheiro aplicado na poupança, ela terá um rendimento (0,7% ao mês) superior ao seu salário e poderá ser considerada independente", finalizou.
O que é?Fundos de renda fixa: Títulos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração, que pode ser determinada no momento da aplicação ou no seu final. Quando você compra título de renda fixa está emprestando dinheiro ao emissor do título. Os juros cobrados são a remuneração que você recebe por emprestar seu dinheiro.Fundo multimercados: Fundos em que o administrador pode colocar dinheiro em diferentes mercados (câmbio, Bolsa e renda fixa). Essa mobilidade protege investidor em momentos de crise. Retorno é menor do que o das ações.Ação: São a menor fração do capital social de uma empresa. O investidor ganha dinheiro de acordo com o lucro da empresa da qual comprou ações. Tem sido uma das melhores opções de investimento.
Fonte: http://gazetaonline.globo.com
quinta-feira, 3 de abril de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
Inteligência emocional e estratégia financeira
Nossa sociedade comumente perde muito tempo discutindo aspectos matemáticos e financeiros do brasileiro, quando na realidade os quesitos que merecem maior atenção são o lado humano e suas emoções.
Não raro, o aspecto motivacional é tão ou mais importante que o conhecimento técnico de finanças e(ou) matemática financeira, mas poucas pessoas aceitam essa verdade.
Os caminhos técnicos para a extinção das dívidas são bastante simples e objetivos. No entanto, não é nele que devemos focar quando há negligência da inteligência emocional necessária ao processo de tomada de decisão.
Auto-motivação, a chave!
Como você já deve estar imaginando, inteligência emocional nada tem a ver com QI ou capacidade de raciocínio. O termo, cunhado pelo pesquisador Ph.D. Daniel Goleman, representa o novo desafio de nosso cotidiano: lidar, de forma honesta e coerente, com nossos sentimentos, anseios e reações. Planejar, poupar e investir são atitudes, puros reflexos de nosso comportamento.
Trata-se da tradução, em ação, de nossos sentimentos e relacionamentos subjetivos. No final das contas, é nossa interdependência emocional que define nossa capacidade de realização.
A auto-motivação não é apenas um termo amplamente usado em livros de auto-ajuda. É uma ferramenta crucial para qualquer atividade pessoal que envolva decisões racionais e emocionais. Ou seja, é essencial para toda e qualquer situação. Motivar-se significa sonhar, mas também correr atrás de seus sonhos, traçando metas e estratégias condizentes com as possíveis dificuldades do caminho.
Motivar-se significa aceitar a existência dos riscos e assumir que a frustração é um passo necessário para o sucesso. Reinaldo Domingos, consultor e autor do livro Terapia Financeira, vai mais além:
“Todo sonho financeiro vale a pena ser sonhado. O importante é saber como conquistá-lo. É fundamental que os sonhos tenham valor e prazo determinados. Todos são possíveis, desde que se encaixem no seu orçamento”
Será que você parou de sonhar?
Apesar de direta, a pergunta é bastante profunda e requer certa dose de reflexão. O contato com diversos tipos e níveis de profissionais me dá certa autoridade para dissertar sobre a lacuna entre desejo, força de vontade e realização.
Objetivos vagos, estratégias simplistas e pouco comprometimento criam pessoas reativas, facilmente influenciáveis e de comportamento imprevisível. Tudo isso resulta em baixa auto-estima, que se reflete na incapacidade de sonhar e se superar.
Essa combinação é ainda mais letal quando o assunto é dinheiro. Desorganização financeira, problemas crônicos de endividamento e falta de planejamento futuro são, muitas vezes, fruto de baixa auto-estima e acomodação.
Fico devendo uma comprovação científica para a minha afirmação, mas convido-o para uma discussão diante de suas decisões financeiras do ano que se encerra. Que fatores foram usados para decidir pela compra de determinado bem? Seu fluxo de caixa está compatível com seus objetivos? Você sabe onde quer chegar? Como pretende chegar lá (estratégia)?
Um 2008 melhor só depende de você!
Experimente mudar ainda mais suas atitudes e as chances do vermelho desaparecer de seu extrato serão infinitamente maiores.
Trabalhe suas emoções de forma mais sincera e procure respeitar seus limites, sejam eles físicos, morais, financeiros ou sociais. Abaixo um resumo do que sugiro que faça em 2008:
Trace alguns objetivos de longo prazo e respeite-os. Queira algo maior, sonhe mais alto e aprenda a gerenciar seu tempo e esforço para chegar lá. A casa própria, a troca do carro, a viagem para a Europa, tudo isso é possível se você realmente se comprometer. Objetivos de vida acompanhados de certa dose de inteligência emocional são fatores de auto-motivação bastante eficientes. Experimente.
Acredite mais em você. Chega de duvidar de sua capacidade de realização. Comece a agir e executar mais, sem depender de aprovação alheia, consentimento ou de conselhos de certos “especialistas”.
Leia mais. Lendo bastante você aprende a interpretar melhor o que lê e, só assim, poderá extrair a informação que lhe trará melhor julgamento diante da decisão que se avizinha. Todo dia é dia de decisão.
Informe-se mais e procure pagar mais à vista. Desde cedo aprendi uma lição com minha mãe, que dizia: “Se você tem dinheiro para comprar, compre. Se não tem, é porque ainda não tem condições de ter o que deseja. Ainda.” Repare no poder de motivação do “ainda” e aceite que viver dentro de sua realidade é fundamental para galgar algo melhor no futuro. Obrigado mãe.
Que o ano de 2008 seja repleto de muitas realizações, sucesso, paz, saúde e muito amor. Você merece!
Não raro, o aspecto motivacional é tão ou mais importante que o conhecimento técnico de finanças e(ou) matemática financeira, mas poucas pessoas aceitam essa verdade.
Os caminhos técnicos para a extinção das dívidas são bastante simples e objetivos. No entanto, não é nele que devemos focar quando há negligência da inteligência emocional necessária ao processo de tomada de decisão.
Auto-motivação, a chave!
Como você já deve estar imaginando, inteligência emocional nada tem a ver com QI ou capacidade de raciocínio. O termo, cunhado pelo pesquisador Ph.D. Daniel Goleman, representa o novo desafio de nosso cotidiano: lidar, de forma honesta e coerente, com nossos sentimentos, anseios e reações. Planejar, poupar e investir são atitudes, puros reflexos de nosso comportamento.
Trata-se da tradução, em ação, de nossos sentimentos e relacionamentos subjetivos. No final das contas, é nossa interdependência emocional que define nossa capacidade de realização.
A auto-motivação não é apenas um termo amplamente usado em livros de auto-ajuda. É uma ferramenta crucial para qualquer atividade pessoal que envolva decisões racionais e emocionais. Ou seja, é essencial para toda e qualquer situação. Motivar-se significa sonhar, mas também correr atrás de seus sonhos, traçando metas e estratégias condizentes com as possíveis dificuldades do caminho.
Motivar-se significa aceitar a existência dos riscos e assumir que a frustração é um passo necessário para o sucesso. Reinaldo Domingos, consultor e autor do livro Terapia Financeira, vai mais além:
“Todo sonho financeiro vale a pena ser sonhado. O importante é saber como conquistá-lo. É fundamental que os sonhos tenham valor e prazo determinados. Todos são possíveis, desde que se encaixem no seu orçamento”
Será que você parou de sonhar?
Apesar de direta, a pergunta é bastante profunda e requer certa dose de reflexão. O contato com diversos tipos e níveis de profissionais me dá certa autoridade para dissertar sobre a lacuna entre desejo, força de vontade e realização.
Objetivos vagos, estratégias simplistas e pouco comprometimento criam pessoas reativas, facilmente influenciáveis e de comportamento imprevisível. Tudo isso resulta em baixa auto-estima, que se reflete na incapacidade de sonhar e se superar.
Essa combinação é ainda mais letal quando o assunto é dinheiro. Desorganização financeira, problemas crônicos de endividamento e falta de planejamento futuro são, muitas vezes, fruto de baixa auto-estima e acomodação.
Fico devendo uma comprovação científica para a minha afirmação, mas convido-o para uma discussão diante de suas decisões financeiras do ano que se encerra. Que fatores foram usados para decidir pela compra de determinado bem? Seu fluxo de caixa está compatível com seus objetivos? Você sabe onde quer chegar? Como pretende chegar lá (estratégia)?
Um 2008 melhor só depende de você!
Experimente mudar ainda mais suas atitudes e as chances do vermelho desaparecer de seu extrato serão infinitamente maiores.
Trabalhe suas emoções de forma mais sincera e procure respeitar seus limites, sejam eles físicos, morais, financeiros ou sociais. Abaixo um resumo do que sugiro que faça em 2008:
Trace alguns objetivos de longo prazo e respeite-os. Queira algo maior, sonhe mais alto e aprenda a gerenciar seu tempo e esforço para chegar lá. A casa própria, a troca do carro, a viagem para a Europa, tudo isso é possível se você realmente se comprometer. Objetivos de vida acompanhados de certa dose de inteligência emocional são fatores de auto-motivação bastante eficientes. Experimente.
Acredite mais em você. Chega de duvidar de sua capacidade de realização. Comece a agir e executar mais, sem depender de aprovação alheia, consentimento ou de conselhos de certos “especialistas”.
Leia mais. Lendo bastante você aprende a interpretar melhor o que lê e, só assim, poderá extrair a informação que lhe trará melhor julgamento diante da decisão que se avizinha. Todo dia é dia de decisão.
Informe-se mais e procure pagar mais à vista. Desde cedo aprendi uma lição com minha mãe, que dizia: “Se você tem dinheiro para comprar, compre. Se não tem, é porque ainda não tem condições de ter o que deseja. Ainda.” Repare no poder de motivação do “ainda” e aceite que viver dentro de sua realidade é fundamental para galgar algo melhor no futuro. Obrigado mãe.
Que o ano de 2008 seja repleto de muitas realizações, sucesso, paz, saúde e muito amor. Você merece!
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