sexta-feira, 27 de junho de 2008

Notícia de Valor

Com o apoio da FINEP, a Intel e o Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GV-CEPE), lançam neste mês o “3º Desafio GV-Intel de Empreendedorismo e Venture Capital - Inovação e Tecnologia”. O desafio, criado em 2006, tem a finalidade de premiar e divulgar as melhores atividades de empreendedorismo nacionais, desenvolvidas por alunos dos cursos de graduação e pós-graduação, associados, ou não, a empreendedores jovens das universidades e centros brasileiros de pesquisa e tecnologia. Para participar, as equipes de estudantes têm de preencher o formulário de inscrição até 28 de abril e enviar, até o dia 28 de maio, os seus planos de negócio, caracterizados por soluções técnicas que possam ser transformadas em negócios promissores futuros. A Fundação Getúlio Vargas ficará responsável por receber os projetos e selecionar os dois vencedores, que ganharão prêmios em dinheiro, além de representarem o Brasil na Intel+UC Berkeley Technology Entrepreneurship Challenge da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.

No ano passado, o primeiro lugar ficou com a “Equipe Trivial”, formada por alunos da Universidade Federal de Pernambuco. Ela apresentou o projeto vEye, um dispositivo portátil que ajuda os deficientes visuais a se locomoverem em lugares externos que não conhecem. Por meio da tecnologia de reconhecimento de voz, via aparelho celular, o usuário verbaliza uma referência ou o endereço aonde quer chegar e, após identificar o melhor caminho, o sistema passa a direcionar a pessoa através de sinais vibratórios. Para saber mais informações sobre o desafio, os interessados devem acessar o portal www.cepe.fgvsp.br/desafio.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Gestão de empresas por "Sun Tzu"

Para aqueles que não conhecem a história do grande general Sun Tzu vou voltar no tempo aproximadamente uns 2500 anos e depois retornar ao presente, para ser mais específico ao presente das empresas seja qual for o ramo, o tamanho, tempo de vida ou seja lá o que for.

Os registros sobre o grande mestre da guerra são vagos mas em linhas gerais contam o seguinte:

Por volta de 500 a.C. viveu Sun Tzu, era um tempo de grandes guerras, a China como conhecemos hoje era dividida em vários reinos. O Mestre da Guerra escreveu o livro da Arte da Guerra, um livro com 13 instruções capazes de tornar qualquer exército invencível. O reino de Wu estava em guerra e um dos ministros indicou Sun Tzu para o rei Hu Lu como conselheiro de guerra, trazendo para os dias de hoje, podemos dizer que Sun Tzu seria uma espécie de consultor. Bem após ler os treze capítulos o rei decidiu submeter as teorias a prova, o interessante é que a prova seria feita com as mulheres do castelo. Sun Tzu aceitou o desafio, reuniram então todas as damas da corte e entre elas as concubinas preferidas do rei.

Após equipar as mulheres com uniformes, escudos, espadas, enfim a indumentária de soldado, o general dividiu o grupo em dois batalhões e nomeou as duas preferidas como comandantes de cada batalhão, Sun Tzu treinou as mulheres nos movimentos marciais. Terminada a instrução o general colocou-se no seu lugar de comando e deu a ordem “Direita volver!”, todas caíram na risada e nada fizeram. Sun Tzu disse, paciente: “Se as ordens de comando não foram bastante claras, se não foram totalmente compreendidas, então a culpa é do general”. Assim, recomeçou a manobra e, desta vez, deu a ordem “Esquerda volver”, ao que as moças quase se arrebentaram de tanto rir.

Então ele disse: “Se as ordens de comando não foram bastante claras e precisas, se não foram inteiramente compreendidas, a culpa é do general. Porém, se as ordens são claras e os soldados, apesar disso, desobedecem, então a culpa é dos seus oficiais”. Dito isso, ordenou que as comandantes das companhias fossem decapitadas.

Ora, o rei de Wu estava olhando do alto de um pavilhão elevado e, quando viu que sua concubina predileta estava a ponto de ser executada, ficou muito assustado e mandou a seguinte mensagem:

Estamos neste momento muito contentes com a capacidade de nosso general de dirigir as tropas. Se formos privados dessas duas concubinas, nossa comida e bebida perderão o sabor. É nosso desejo que elas não sejam decapitadas.”

Sun Tzu retrucou ainda mais paciente: “Tendo recebido anteriormente de Vossa Majestade a missão de ser o general de suas forças, há certas ordens de Vossa Majestade que, em virtude daquela função, não posso aceitar”. Conseqüentemente e imediatamente mandou decapitar as duas comandantes, colocando prontamente em seu lugar as duas seguintes. Isso feito, o tambor tocou mais uma vez para o novo exercício. As moças executaram todas as ordens, virando para a direita ou para a esquerda, marchando em frente, fazendo meia-volta, ajoelhando-se ou parando, com precisão e rapidez perfeitas, não se arriscando a emitir um som...

Com essa pequena prova, Sun Tzu demonstrou sua capacidade de treinar e disciplinar soldados dentro da autonomia que lhe fora conferida, não restando ao Rei de Wu outra atitude além de nomeá-lo general de suas tropas.”

Bem, voltando para o presente podemos aproveitar muito dos ensinamentos contidos na Arte da Guerra, o primeiro capítulo ensina como devemos analisar a planejar sem nunca negligenciar à tarefa. Nas empresas onde tenho tido a oportunidade de prestar o serviço de consultor, sempre começo com os cinco passos do primeiro ensinamento, é claro que começamos pelo dono pois cabem somente a ele o fino trabalho de planejamento e análise de como sua empresa está caminhando e a única maneira de prever o resultado de uma empresa é analisar a situação com base nos cinco fatores:

Primeiro: Compromisso, várias mentes com um único ideal, o objetivo ou a direção faz com que todos os funcionários trabalhem em harmonia com o pensamento do dono, levando-os a seguí-lo para desenvolver suas tarefas com profissionalismo e comprometimento com o sucesso do grupo.

Segundo: Ambiente, uma empresa limpa e organizada trabalha melhor e evita desperdícios. As empresas ou equipes que se preocupam em ter um ambiente bom para trabalhar conseguem passar a qualidade da vida profissional para os produtos, o que é lógico acaba encantando aos clientes que voltam e indicam para outros a qualidade dos seus produtos e da sua empresa.

Terceiro: Localização, distâncias, dificuldades de acesso, condições do local para produção, armazenagem e venda. A análise da situação de localização da sua empresa define oportunidades de sucesso ou de falência.

Quarto: Líder, este deve ter virtude e sabedoria, integridade, disciplina, coragem e humanidade. Já pelo fato de montar uma empresa o dono mostra várias qualidades, mas negligenciar ao exercício e aprimoramento delas apenas servirão como caminho para o sofrimento e à falência.

Quinto: Métodos, impõe eficiência, controle dos gastos, monitoramento dos resultados, uma cadeira de comando adequada e suporte logístico para clientes e fornecedores.

Todos os empresários que negligenciam a esses fatores estão fadados ao fracasso, mas os que dominarem, conquistarão a vitória e crescimento.

Para poder prever o que acontecerá com a sua empresa, é necessário analisar friamente cada um dos pontos, medir suas vantagens e fraquezas, sem pudor ou auto piedade. Reconhecer suas habilidades e capacidade é o primeiro passo para o crescimento, Henry Ford foi simplesmente genial neste sentido, ele não sabia tudo sobre tudo, ele contratava pessoas que sabiam mais do que ele sobre um determinado assunto. A história apresenta os resultados que ele e sua equipe conquistaram.

No final você pode pensar de maneira diferente, achar que a teoria é diferente da prática e que toda essa história não se aplica no seu caso ou na sua empresa. Vou finalizar com uma frase do Ford:


Se você achar que pode, pode. Se achar que não pode, não pode. Em ambos os casos você estará certo!

( Henry Ford )