sexta-feira, 21 de março de 2008

Inteligência emocional e estratégia financeira

Nossa sociedade comumente perde muito tempo discutindo aspectos matemáticos e financeiros do brasileiro, quando na realidade os quesitos que merecem maior atenção são o lado humano e suas emoções.

Não raro, o aspecto motivacional é tão ou mais importante que o conhecimento técnico de finanças e(ou) matemática financeira, mas poucas pessoas aceitam essa verdade.

Os caminhos técnicos para a extinção das dívidas são bastante simples e objetivos. No entanto, não é nele que devemos focar quando há negligência da inteligência emocional necessária ao processo de tomada de decisão.

Auto-motivação, a chave!

Como você já deve estar imaginando, inteligência emocional nada tem a ver com QI ou capacidade de raciocínio. O termo, cunhado pelo pesquisador Ph.D. Daniel Goleman, representa o novo desafio de nosso cotidiano: lidar, de forma honesta e coerente, com nossos sentimentos, anseios e reações. Planejar, poupar e investir são atitudes, puros reflexos de nosso comportamento.

Trata-se da tradução, em ação, de nossos sentimentos e relacionamentos subjetivos. No final das contas, é nossa interdependência emocional que define nossa capacidade de realização.

A auto-motivação não é apenas um termo amplamente usado em livros de auto-ajuda. É uma ferramenta crucial para qualquer atividade pessoal que envolva decisões racionais e emocionais. Ou seja, é essencial para toda e qualquer situação. Motivar-se significa sonhar, mas também correr atrás de seus sonhos, traçando metas e estratégias condizentes com as possíveis dificuldades do caminho.

Motivar-se significa aceitar a existência dos riscos e assumir que a frustração é um passo necessário para o sucesso. Reinaldo Domingos, consultor e autor do livro Terapia Financeira, vai mais além:

“Todo sonho financeiro vale a pena ser sonhado. O importante é saber como conquistá-lo. É fundamental que os sonhos tenham valor e prazo determinados. Todos são possíveis, desde que se encaixem no seu orçamento”

Será que você parou de sonhar?

Apesar de direta, a pergunta é bastante profunda e requer certa dose de reflexão. O contato com diversos tipos e níveis de profissionais me dá certa autoridade para dissertar sobre a lacuna entre desejo, força de vontade e realização.

Objetivos vagos, estratégias simplistas e pouco comprometimento criam pessoas reativas, facilmente influenciáveis e de comportamento imprevisível. Tudo isso resulta em baixa auto-estima, que se reflete na incapacidade de sonhar e se superar.

Essa combinação é ainda mais letal quando o assunto é dinheiro. Desorganização financeira, problemas crônicos de endividamento e falta de planejamento futuro são, muitas vezes, fruto de baixa auto-estima e acomodação.

Fico devendo uma comprovação científica para a minha afirmação, mas convido-o para uma discussão diante de suas decisões financeiras do ano que se encerra. Que fatores foram usados para decidir pela compra de determinado bem? Seu fluxo de caixa está compatível com seus objetivos? Você sabe onde quer chegar? Como pretende chegar lá (estratégia)?

Um 2008 melhor só depende de você!

Experimente mudar ainda mais suas atitudes e as chances do vermelho desaparecer de seu extrato serão infinitamente maiores.

Trabalhe suas emoções de forma mais sincera e procure respeitar seus limites, sejam eles físicos, morais, financeiros ou sociais. Abaixo um resumo do que sugiro que faça em 2008:

Trace alguns objetivos de longo prazo e respeite-os. Queira algo maior, sonhe mais alto e aprenda a gerenciar seu tempo e esforço para chegar lá. A casa própria, a troca do carro, a viagem para a Europa, tudo isso é possível se você realmente se comprometer. Objetivos de vida acompanhados de certa dose de inteligência emocional são fatores de auto-motivação bastante eficientes. Experimente.
Acredite mais em você. Chega de duvidar de sua capacidade de realização. Comece a agir e executar mais, sem depender de aprovação alheia, consentimento ou de conselhos de certos “especialistas”.
Leia mais. Lendo bastante você aprende a interpretar melhor o que lê e, só assim, poderá extrair a informação que lhe trará melhor julgamento diante da decisão que se avizinha. Todo dia é dia de decisão.
Informe-se mais e procure pagar mais à vista. Desde cedo aprendi uma lição com minha mãe, que dizia: “Se você tem dinheiro para comprar, compre. Se não tem, é porque ainda não tem condições de ter o que deseja. Ainda.” Repare no poder de motivação do “ainda” e aceite que viver dentro de sua realidade é fundamental para galgar algo melhor no futuro. Obrigado mãe.

Que o ano de 2008 seja repleto de muitas realizações, sucesso, paz, saúde e muito amor. Você merece!

terça-feira, 18 de março de 2008

Economize na Páscoa e não onere seu orçamento!



Comprar ovos de Marca Própria do supermercado - esses chocolates são de excelente qualidade e os valores são até 30% mais baratos do que os tradicionais. Os supermercados estão investindo muito nas embalagens desses ovos, inclusive com brindes para a criançada.Ovos de chocolates caseiros - essa é uma festa que as pessoas aproveitam para ganhar dinheiro também. Vale a pena entrar em um curso (as redes de supermercados oferecem diversos cursos gratuitos de chocolates caseiros) e aprender a fazer chocolates para presentear a família e ainda ganhar uma renda extra.Saldão de ovos - comprar os ovos de chocolate após a Páscoa. Os preços caem cerca de 30%.Almoço de sexta-feira e domingo de Páscoa Se a pessoa não tem como comprar o bacalhau, que é mais caro, pode optar pelo filé de peixe. Existem vários sites de culinária e revistas que ensinam receitas práticas e econômicas e saborosas. Se quiser comer, pelo menos um pouco de bacalhau, opte pelo tipo Saith para fazer bolinhos de bacalhau de entrada, antes de servir o peixe como prato principal.Outra opção é fazer um risoto de lula, polvo ou camarão, mais baratos do que o bacalhau.


Fonte: www.disop.com.br

quinta-feira, 13 de março de 2008

Venture Capital, você sabe o que é?

O capital de risco chegou ao nosso país trazendo boas oportunidades para as empresas brasileiras se expandirem e conquistarem novos mercados. A existência de um mercado de capital de risco ativo é de fundamental importância principalmente para o desenvolvimento das pequenas empresas de base tecnológica. Nesse sentido, o Portal Capital de Risco Brasil vem contribuir para a consolidação desse mercado, através da disseminação da cultura de capital de risco no País, da divulgação de informações a respeito desse emergente mercado e de uma maior aproximação entre empreendedores e investidores. O Portal Capital de Risco Brasil integra o Projeto INOVAR, uma iniciativa da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos com objetivo de desenvolver uma estrutura institucional para o desenvolvimento do capital de risco no Brasl. O Projeto INOVAR tem como parceiros o Banco Interamericano de Investimentos - BID, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, a Fundação Petrobrás de Seguridade Social- PETROS, o CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a ANPROTEC, a SOFTEX e o IEL.Estão reunidos aqui os empreendedores que precisam de capital para crescer, os investidores de risco em busca de novas oportunidades, as universidades e incubadoras de base tecnológica - celeiros de novas idéias e empreendedores, e agentes institucionais, entre os quais a FINEP, ativa indutora do desenvolvimento da indústria de tecnologia do país e que agora assume seu papel no apoio à criação de um ativo mercado de capital de risco no Brasil. Neste Portal, você vai ter acesso a uma série de informações que vão ajudá-lo a entender como funciona a indústria do capital de risco e quem são seus principais agentes. Entre nossos serviços, você vai encontrar:· fundamentos sobre a atividade de capital de risco· notícias atualizadas sobre investimentos de risco no Brasil· textos selecionados e artigos exclusivos, com um panorama do mercado de VC nos EUA e no resto do mundo· modelos prontos de planos de negócios e uma rede de consultores especializados para ajudá-lo a alavancar capital e gerir seu negócio de tecnologia· para os empreendedores, acesso aos investidores no Brasil para apresentar suas oportunidades de negócio· para os investidores, um contato direto com as empresas de tecnologia que já estão construindo o futuro· um fórum de discussão para a comunidade de Venture Capital, reunindo gestores de fundos, empreendedores, consultores e o meio acadêmico.

Fonte: www.venturecapital.gov.br

quinta-feira, 6 de março de 2008

Aprenda como fazer seu dinheiro render mais e você chegar ao fim do mês sem ´aperto´

Especialista da FGV ensina como programar seu orçamento familiar
Rachel Vita
Rio - A renda da família da professora estadual Maria Aparecida Bruyn, 48 anos, chega a R$ 3 mil por mês. Com marido e dois filhos, ela acha que o dinheiro não rende e que fazia muito pouco com o orçamento. A pedido , o economista Andre Braz, do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisou os gastos dos quatro moradores de São Gonçalo para o ‘De Olho no Seu Bolso’ (nobolso@odianet.com.br). Ao fim de quatro entrevistas, o orçamento foi concluído. “Impressionante. Jamais pensei que as despesas pequenas faziam tanta diferença”, disse a professora.
Aparecida e o marido, o comerciante Fernando Bruyn, conhecem boa parte do orçamento de cabeça. Sabem até quanto gastam com roupas e calçados por ano. Mas estavam acostumados a anotar salário e total que teriam para gastar por mês. Quando discriminavam, analisavam só despesas maiores.
Na primeira entrevista, Aparecida listou as principais contas dela, de Fernando e dos dois filhos. Na quarta conversa, depois de lembranças fundamentais, a professora descobriu que ainda tinha esquecido R$ 1.472, referentes à obra da casa.
“Orçamento é uma coisa complexa mesmo. É um exercício diário. Ao visualizar os gastos, a família consegue fiscalizar melhor as despesas e até economizar”, ensina André Braz. Foi o que aconteceu com Aparecida. “Não tinha idéia de que gastava R$ 200 com alimentação fora de casa. É muito! Meu filho recebe R$ 5 por dia para comer em uma pensão. E eu gasto na cantina da escola onde trabalho”, conta. A professora já decidiu: “Vamos cortar isso. Os dois vão comer na escola e vou poupar esse dinheiro”. No planejamento, Braz direcionou parte da renda da família para despesas fixas, como IPTU. Aparecida se assustou quando soube que teria que reservar R$ 36,25 mensais para quitar o imposto.
“Só isso? Dá para guardar e não pesar no começo do ano”, disse. Ao conhecer seu orçamento, a professora também constatou: “Não sabia que a gente fazia tanta coisa com pouco dinheiro. Mas podemos fazer mais. Basta cortar as bobagens”. A partir das dicas do especialista, o leitor poderá programar o orçamento familiar para evitar a ressaca financeira e ainda levar um bom troco no pagamento do IPTU de 2009.